sábado, 8 de novembro de 2014

O que significa dar exemplos?



A Luísa naquele dia não tinha ido para o colégio. Era sábado.
 Adorava ficar em casa ao fim de semana porque podia brincar com os primos mais velhos, o Duarte e a Marisa.
 A mãe da Luísa resolvera fazer um almoço para toda a família e por isso resolveu ir ao mercado para comprar alimentos. Para que se não esquecesse a mãe escreveu numa folha de papel, uma lista de produtos que necessitava comprar: Batatas, arroz, peixe, carne, vegetais, fruta e bebidas. Ia comprar também um ramo de flores para colocar no centro da mesa.
Já no mercado, a Luísa ficou radiante com as cores e os cheiros. Perguntou à mãe apontando para uma bancada de venda:
- Mãe, o que é aquilo ali?
-É um fruto muito saboroso. Chama-se manga.
A Luísa apercebeu-se que havia muitos frutos bonitos que nem sabia o nome, mas reconheceu as laranjas, as maçãs, as pêras, o melão, as uvas.
A mãe lembrou-se de fazer um jogo em que a Luísa teria de dar mais exemplos de frutas, para além das que via no mercado. Pensou e disse sorridente:
- Cenoura!?...
- Não Luísa, a cenoura não é fruta! Tem outro nome. Sabes qual é?
A Luísa parou para pensar. Tinha só quatro anos e estava agora a aprender a distinguir os objetos e a agrupá-los pelos nomes. Luísa ficou muda. A sua boca não se abriu. A mãe resolve ajudá-la:
- A cenoura é um vegetal! Tu comes muitos vegetais na sopa. Queres dar exemplos de vegetais?

A Luísa pôs-se a olhar para a bancada dos vegetais, pois a mãe preparava-se para comprar alguns para a refeição.
- Já sei!...- E apontando disse -Estou a ver couves, feijão-verde e alface.
- Muito bem – disse a mãe – Já deste exemplos de vegetais!
A Luísa resolveu desafiar a mãe:
- Agora quero que tu me dês exemplos de flores!
A mãe riu. Estava a ser divertido ir fazer compras com a Luísa.
-Muito bem! Olha, estão ali malmequeres, rosas, tulipas, cravos, margaridas… hummm não sei que flores levar para enfeitar a mesa!
- As rosas são bonitas! Vamos levar rosas! - Sorriu a Luísa satisfeita.
-Agora vamos comprar peixe! – disse a mãe- e continuou o jogo – dá-me um exemplo de peixe!
- Pescada…-  Respondeu a Luísa
-Muito bem! Apoiou a mãe. Luísa questionou :
- Agora diz tu exemplos de carne!
- Humm… peru, frango, vitela…

Luísa e a mãe passaram um tempo muito divertido no mercado. E a mãe explicou:
-Sabes Luísa, devemos saber dar exemplos quando falamos com alguém. Assim explicamos melhor o que queremos dizer e os outros compreendem-nos melhor.

Em casa o almoço ficou muito saboroso e a seguir a Luísa e os primos foram brincar. Resolveram brincar às escondidas. Mas depois por sugestão do primo Duarte iriam todos fazer um puzzle. Afinal havia vários tipos de brincadeiras que todos gostavam de praticar.



Plano de aula
Motivação
Introdução do conceito “exemplo”
Objetivos
Saber utilizar técnicas de argumentação. Saber dar e explicar exemplos
Tarefas e materiais
 História
Cartão dos exemplos
Objetos variados (Várias frutas, vários brinquedos)
Organização e dinamização
- Leitura da história
- Jogo dos exemplos (as crianças diferenciam dois grupos de objetos):
Os que são comestíveis e os que não são comestíveis.
- Apresentam razões para que as frutas,  sejam comestíveis.
- Apresentam razões para que os brinquedos não sejam para comer.
- Registo das respostas justificativas diferenciando “comestível” de  “não comestível”



Registo das razões da comunidade de investigação ( quatro e cinco anos):

Objetos não comestíveis:

Não comemos brinquedos. (Gonçalo)
As coisas de plástico fazem mal à saúde. (Manuel Chaves)
Fazem mal aos dentes. (Rita)
Não se podem comer carros. (Beatriz)
Não se podem comer pneus porque têm ar. (Gabriel)
Os brinquedos só servem para brincar. (Caique)
Se comprarmos muitos brinquedos não temos dinheiro para a comida. (Gabriel)



Objetos comestíveis

Fazem bem à saúde. (Rita)
Servem para crescermos. (Manuel Fortes)
Comemos maçãs e bananas. (Gonçalo)
A fruta faz bem.  (Gonçalo)
Os alimentos são bons para ficarmos fortes. (Manuel Chaves)
As pastilhas fazem mal aos dentes. (Manuel Fortes)
Podem-se comer doces. (Caique)
Os doces fazem dor de barriga. ( Rodrigo)
Se comermos só doces ficamos fraquinhos. ( Gonçalo)
Não podemos beber vinho porque ficamos bêbados. (Manuel  Chaves)




sábado, 11 de outubro de 2014

A chegada do Outono



A mãe do Pedro resolveu ir até ao parque para que pudessem desfrutar do lago onde nadavam constantemente as mamãs patas com os seus filhotes patinhos.
O Pedro levava sempre dentro de um saquito, bocados de pão para dar aos patos e aos pombos que corriam para junto dele para se deliciarem com aqueles tesouros tão saborosos.
De repente começou a soprar um vento que parecia zangado porque fazia uns zumbidos estranhos que o Pedro nunca antes se apercebera.
Perguntou à mãe:
- Mamã porque é que o vento faz tanto barulho?
-Porque vem aí o Outono. É a estação do ano em que começa a aparecer o frio. – Respondeu a mãe.
- Os patos não têm frio? – Interrogou o Pedro
-Não, os animais estão protegidos pelas penas ou pelos como os gatos e os cães. – Informou a mãe.

O Pedro reparou que as folhas se agitavam e caiam das árvores, enchendo o chão com um tapete muito bonito. Fascinado apanhou duas ou três folhas e foi mostrá-las à mãe.
- São bonitas estas folhas mamã…
-Podes fazer uma colagem com elas para o teu desenho sobre o Outono.- Sugeriu a mãe.

O Pedro sentiu então uns pingos de chuva no rosto.
- Mamã, está a chover! – Exclamou.
- Temos de ir já para casa!…- Disse a mãe preocupada.
- Já não podemos ir à praia… - Lamentou-se o Pedro de cabeça baixa.

O Pedro ficou triste. Ele gostava de ir chapinhar na água e brincar na areia.
- Mamã, porque é que cai água do céu?- Lembrou-se de perguntar.
A mãe tentou explicar que a água se formava no céu através de um processo de condensação e depois formava as nuvens bonitas que vemos lá no alto.
- É como um truque de magia. – Disse o Pedro. - Primeiro não há nada e depois aparecem coisas.
- Sim Pedro, a natureza está repleta de magia. – Acrescentou a mãe.
- O Outono traz coisas novas. – Comentou o Pedro interessado. – Até vestimos outras roupas e calçamos botas para não molharmos os pés.
- Temos que nos agasalhar melhor pois começa a ficar mais frio e podemos constipar-nos e ficarmos doentes. – Respondeu a mãe.
- E também começa a escola. Podemos brincar com os amigos e é muito divertido.

O Pedro chegou a casa e começou a desenhar a árvore do Outono com as folhas a cair. Orgulhoso foi mostrar à mãe que ficou radiante com o desenho em tons de castanho, laranja e amarelo.


Pedro continuou a pensar que afinal o Outono poderia ser muito interessante, divertido e de descobertas mágicas.


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Plano de discussão:

Porque é que o vento sopra e caem as folhas?
Inês

Porque é que as pessoas se constipam?
David

O Pedro gosta de jogar à bola?
Miguel

Porque é que chove?
Leonor

Porque é que os patos nadam na água?
Gabriel

Porque é que os patos voam?
Beatriz Coelho

Porque é que as tartarugas nadam?
Gonçalo

Porque é que os peixinhos não conseguem sair da água?
Rafael

Porque é que o Pedro foi ao lago dar comida aos patinhos?
Bruno

Porque é que os peixinhos têm de viver dentro de água?
Vasco

Porque é que o sol desce e a lua sobe?
Margarida

Porque é que as folhas caem das árvores?
Rita

Porque é que as pessoas pisam as folhas?
Carolina

Porque é que as tartarugas têm de viver dentro de água?
Beatriz 

Porque é que os meninos escorregam no escorrega?
Rodrigo


( Comunidade de investigação) 


sábado, 18 de maio de 2013

O polícia



O senhor Jacinto tinha uma profissão em que usava uma farda que impressionava o Pedro. Colocava sempre um boné com uma pala e uma estrela prateada em metal. Ficava sempre curioso com aquele uniforme azul com um casaco de botões reluzentes e um crachá no bolso. Mas o que mais intrigava o Pedro era o cinto especial que o senhor Jacinto, o polícia, tinha na cintura. No lado esquerdo, um cassetete, e do lado direito uma pistola. Coisa assustadora! E tinha também umas argolas,  que não sabia para que serviam.

Um dia a mãe do Pedro foi ao supermercado da zona e levou-o. O Pedro adorava ir às compras com a mãe. Nas prateleiras havia coisas boas de que ele gostava: iogurtes, bolachas, sumos. Às vezes passavam pela zona das frutas onde havia uma variedade de delícias como laranjas, melões, maçãs, uvas. A mãe acabava por trazer fruta que ele adorava como melão e uvas.
Ficou um pouco surpreendido quando viu o senhor Jacinto no supermercado e a mãe dirigir-se a ele:
- Olá como está? – Cumprimentou a mãe.
- Bem obrigado. Também anda nas compras?
- Tem de ser…

O Pedro observou o senhor Jacinto de alto a baixo. Naquele dia não estava vestido de polícia. Andava também meramente às compras. O Pedro perguntou então à mãe:
- Para que servem as argolas que o senhor Jacinto tem quando está vestido de polícia?
O senhor Jacinto interveio considerando que tinha que dar uma explicação simples e compreensível para o Pedro.
- As argolas chamam-se algemas e servem para prender as pessoas que transgridem as leis.
- O que é transgredir? – Perguntou o Pedro.
- É fazer coisas que não estão corretas como roubar ou magoar alguém. – Interveio a mãe.
- Compreendo mamã. Então o senhor polícia é bom?
-Claro Pedro. Ele pode prender as pessoas que não se portem bem e que sejam maus para os outros…
- Eu pensava que o senhor polícia é que era mau…
O senhor Jacinto ouviu a conversa entre a mãe e o Pedro e acrescentou:
- Sabes, as pessoas nem sempre cumprem as regras da sociedade. Por vezes há algumas que por vários motivos roubam objetos de que precisam.
- O que é um motivo? – Questiona o Pedro.
- É a necessidade o porquê, que leva as pessoas a fazerem as coisas e praticar atos menos bons. – Disse o senhor Jacinto.
- Então por que razão as pessoas roubam?
- Nos supermercados algumas pessoas roubam porque têm fome… - Responde o senhor Jacinto.
- É muito triste mamã…
- É sim Pedro…
A mãe do Pedro despediu-se do senhor Jacinto e o Pedro compreendeu que a profissão de agente da polícia era muito complicado e ficou a pensar que quando fosse grande e crescido escolheria outra profissão.



As profissões que gostaríamos de ter:





Piloto de helicóptero







Professora de ballet (porque gosto de ensinar) 





Professor de ginástica




Dentista



Médico



Enfermeira

Piloto de carros



Professor de Karaté 













PLANO DE DISCUSSÃO:

Por que é que o senhor Jacinto usava armas?
Por que é que usava as argolas para prender os maus?
Para que existem muitas profissões?
Porque existe a farda?
Para que servia o cinto especial?
Por que é que o enfermeiro trata das pessoas?
O veterinário ajuda os animais?
Para que serve a estrela que o polícia tem na farda?
Por que é que o polícia usa chapéu?
Para que serve o cassetete?


O QUE É TRANSGREDIR:

É quando o ladrão está a estragar tudo.

É roubar coisas às pessoas e depois vão parar à prisão.

É invadir a lei.

É ir contra a lei.


MOTIVOS PARA "PORTAR BEM":

Não ficamos de castigo.

O polícia não leva para a prisão.

A mãe dá-nos doces.

A mãe dá-nos brinquedos.

Temos surpresas boas.

Podemos ir às festas.


(Comunidade de investigação do B.E.)


domingo, 5 de maio de 2013

MEDO DO ESCURO



O domingo tinha sido muito agradável para a Alice. Foram todos passar o fim-de-semana a casa dos avós e como sempre divertiram-se imenso. Os avós tinham uma pequena quinta com animais. A Alice ficava radiante sempre que podia estar junto dos pintainhos, dos patinhos e dos coelhos e também do cão, um “serra da estrela” enorme e simpático que entrava animado nas brincadeiras da Alice.




Chegados de volta a casa, depois de dar um banho à Alice, a mãe disse-lhe:
- Tens de ir já para a caminha! Os papás amanhã vão trabalhar e tens de te levantar cedo para ires para o infantário.
- Mas mamã… não quero ir para o quarto… - lamentou-se.
- Mas porquê Alice? Deves estar muito cansada! Andaste todo o fim-de-semana a correr atrás dos patinhos…
- Foi muito divertido. Gosto muito de ir visitar os avós. Mas não gosto muito de dormir sozinha no meu quarto. Respondeu.
- Mas porquê Alice?
-Tenho medo quando a mãe apaga a luz…
- Mas Alice, quando vamos dormir, podemos apagar as luzes. Tens um pequeno candeeiro que podes ligar. Tu sabes! – Tentou acalmá-la a mãe.
- Sim mamã, mas enquanto não adormeço, fico com receio do escuro…
- Não fiques! Abraçou-a a mãe. – A mamã e o papá estão no quarto ao lado. Estamos sempre perto de ti. Se precisares de alguma coisa chamas a mãe, que vou ter contigo.





A Alice fez um esforço, deu um beijinho de “boa noite” aos papás e meteu-se bem aconchegada entre os cobertores fofinhos.

 As crianças costumam ter medo. É natural. A mãe explicou-lhe então:
- Sabes Alice, é normal termos medo do que desconhecemos. O quarto fica escuro, mas continua a ser o teu quarto, com os brinquedos de que mais gostas…
- Sim mamã eu sei…
- Sabes que os adultos também têm medos?
- Sério mamã?
- Claro, todos nós temos receios. A mamã por exemplo tem receio que te possas magoar… O papá tem receio dos acidentes que possam acontecer sem ele esperar, quando conduz.



A Alice compreendeu que sentir medo, faz parte de ser pessoa e lembrou-se:
-Sabes mamã, a avó disse-me que tem medo de andar de avião…
- Sim Alice… há pessoas que têm medo de andar de avião. Ficam apavoradas só de pensar que o avião pode cair.
A Alice continuou :
- O avô diz que não gosta de elevadores. Porquê mamã?
- Existem pessoas que não gostam de elevadores porque lhes faz confusão permanecerem em espaços muito fechados ou de pouca dimensão. Ficam com falta de ar e outros sintomas desagradáveis.

A Alice ponderou então no que a mãe lhe dissera e pensou que o seu medo do escuro não a ia impedir que dormisse na sua cama.

- Sabes Alice, sentir medo alerta-nos para o perigo que possa haver e assim evitamos magoar-nos. Ter medo de atravessar a rua por exemplo alerta-nos para o cuidado que devemos ter. Temos que atravessar só na passadeira e só quando os carros de ambos os sentidos tiverem parado.
- Compreendo mamã, o medo também pode ser nosso amigo.

A Alice nessa noite deixou de ter medo do escuro. Sabia que os pais estavam por perto e aquele medo era apenas fruto da sua imaginação, criando coisas que não existem.

E que bem que se dormia na caminha da Alice. Muito confortável e quentinha, agarrada ao ursinho de peluche, que os tios lhe deram pelos anos.





PLANO DE DISCUSSÃO :  MEDO


  • Por que é que a avó tinha medo de aviões?
  • A Alice tinha medo do escuro porquê?
  • Os aviões são perigosos?
  • Os elevadores também são perigosos?
  • Por que é que há acidentes?
  • A Alice gostava de brincar com os pintainhos porquê?
  • Por que é que a Alice andava a correr atrás dos patos?
  • Por que razão temos às vezes medo do escuro e dos nossos pensamentos?
  • Por que razão o avô da Alice tinha medo do elevador?





Afirmações:


  • Eu não tenho medo do escuro.
  • Eu gosto de andar de avião.
  • Tenho medo do escuro.
  • A minha mãe apaga a luz e eu quero a luz acesa.
  • Não consigo dormir com medo.
  • Brinco na minha cama e a seguir vou dormir
  • Tenho medo das sombras.
  • Tenho medo dos bichos.
  • A Alice estava feliz com os animais.
  • Gostei que a avó da Alice tivesse medo de aviões.
  • Gostei da quinta dos avós.




sábado, 20 de abril de 2013

A tristeza do Luís




O papá do Luís tinha prometido que iriam todos até à piscina dos primos porque estava um dia lindo de sol.
O Luís ficou todo contente com a notícia. Assim podia brincar com a prima Matilde de cinco anos e com o António de três.
Infelizmente telefonaram do trabalho do pai a pedir que fosse até ao hospital onde trabalhava como médico. Alguém precisava urgentemente dos seus serviços.
O Luís fez então uma pequena birra. Ficou desiludido quando a mãe lhe disse que iriam ver os primos noutro dia.
Chorou, gritou que era injusto e foi-se esconder no seu quarto agarrado a um carro de corrida que o avô lhe oferecera.
A mãe compreendendo a ausência do Luís decide ir ter com ele ao quarto:
- Luís , vamos um bocadinho até ao jardim jogar à bola?
Mas o Luís não respondeu. Estava aborrecido. Gostava tanto da piscina, de chapinhar na água com os primos, e agora já não podia ir ter com eles. 



A mãe resolveu-lhe explicar:
- Sabes Luís, nós os adultos temos responsabilidades e temos de as cumprir.
- O que é isso da responsabilidade? – Pergunta o Luís de cabeça baixa empurrando o carrinho.
- É assumirmos as consequências dos nossos atos. O papá é médico e tem o dever de tratar dos doentes… Tudo o que fazemos e dizemos vai tocar no coração das outras pessoas.



- E o papá não tem o dever de brincar comigo?- disse zangado o Luís
 - Claro que sim. E vai brincar noutro dia. – Responde a mãe. - Vais ver que irá ser divertido.
O Luís sugeriu então à mãe que enquanto o papá ia ao hospital ajudar outros meninos a ficarem bons, podiam fazer um desenho da piscina dos primos.
E assim fizeram os dois. O desenho ficou muito bonito. Com o Luís, a Matilde e o António a chapinharem na água todos felizes e a rir de alegria por estarem juntos.
Quando o pai voltou no dia seguinte, foram visitar os primos e passaram um dia fantástico. Saltaram, correram, divertiram-se na água.


Fizeram também um piquenique e espaireceram com os jogos de bolas.
Toda a família adorou.
O Luís compreendeu que é natural que por vezes nos sintamos tristes por não termos o que queremos, mas temos de ser pacientes e tudo se resolve.
Finalmente o papá pôde brincar com o Luís e com os primos cheios de boa disposição e alegria. Até o Pantufa, o cão da família se divertiu atirando-se à água da piscina e depois sacudindo o pelo e molhando todos, foi-se deitar ao sol.
Todos se riram com as peripécias do Pantufa.



Atividade:
Tendo como ponto de partida a história "A tristeza do Luís", dá-se início ao "Jogo dos cartões" ( são distribuídos pela comunidade de investigação, cartões que expressam emoções através de imagens. Cada menino é desafiado a elaborar argumentos e teses sobre a emoção escolhida que pode eventualmente ser a infelicidade, a felicidade, tristeza, zanga, aborrecimento, revolta, alegria etc.)

Objetivos:

  •  Explorar as emoções de forma inteligente.
  • Saber solidificar as ideias defendidas.
  • Estimular a argumentação.
  • Identificar opiniões.
  • Respeitar a posição dos outros.
  • Comparar afirmações.
  • Desenvolver o raciocínio.
  • Dar exemplos de situações que expressem determinada emoção.



FRASES RECOLHIDAS DURANTE O JOGO DOS CARTÕES REFERENTES ÀS EMOÇÕES:



  • Estamos felizes quando vamos a uma festa.
  • Fico feliz quando vou à biblioteca, ou quando estou na escola.
  • Fico feliz quando estou com os avó, primos e amigos.
  • Estou feliz quando o pai deixa brincar ou quando o pai vem-me buscar à escola.
  • Gosto de brincar com os amigos na garagem, ir às compras e fazer jogos.
  • Ficamos assustados quando falamos com alguém que não conhecemos ou quando ouvimos barulhos estranhos em casa.
  • Choramos quando os pais falam de coisas sérias.
  • Ficamos muito assustados quando há trovoada.
  • Ficamos zangados quando não temos amigos.


  • Ficamos irritados quando queremos brincar e o amigo diz que não quer brincar connosco.
  • Quando esperamos muito tempo ficamos irritados
  • Eu fico irritado quando o meu mano me dá pontapés.
  • O papá fica irritado quando partimos coisas.
  • Ficamos tristes quando o papá promete uma coisa e depois não cumpre.
  • Ficamos zangados quando o papá nos manda para a cama.
  • Fico triste quando quero ir ao parque e a mamã não deixa ir.
  • Quando não posso ir à praia porque está frio, fico triste.
  • Ficamos irritados quando temos de ficar em casa porque estamos doentes.
  • Ficamos irritados quando queremos ir para a cama dos papás e não podemos.
  • Choramos quando o papá não nos deixa fazer o que queremos.



( Comunidade de investigação  do B.E. - 5 anos)



sábado, 16 de março de 2013

Partilha de brinquedos

O Diogo era um menino que gostava muito de correr na sala do infantário onde pertencia. Andava sempre entusiasmado a gritar com os amigos. Às vezes, naquela agitação toda empurrava-os.
 - Diogo, podes deixar de correr na sala!? – Dizia-lhe a educadora- Podes escolher um recanto onde brincar. Tens a casinha, os livros, os carros e a garagem, tens também a cozinha.
 - Não sei porque não posso brincar como quero, na sala com os meus amigos! Adoro andar aos pulos!
 - Mas Diogo, se andares aos pulos pela sala podes magoar sem querer os teus amigos. Quando formos até ao jardim podes correr um pouco.
O Diogo acalmou-se e foi pedir ao Guilherme que brincasse com ele no recanto da garagem. Estiveram assim durante dez minutos quando o Gui sugeriu que fossem antes brincar com os bonecos de dinossáurios que estavam mesmo ao lado da garagem. O Diogo era um menino irrequieto mas muito inteligente. Gostava de fazer uns desenhos muito interessantes sobre os heróis da banda desenhada. Certo dia o Diogo deu largas à sua euforia e percorreu a sala de um lado ao outro, levando consigo um brinquedo precioso que resolveu tirar ao Miguel. Achou que não precisava pedir emprestado e foi-se colocar a um canto com um carrinho novo de corrida, todo vermelho. Queria ver como ele era o mais veloz em suas mãos. O pobre do Miguel começou a chorar. A educadora Carla perguntou-lhe meigamente:
- Então Miguel, porque estás tão triste e a chorar?
O Miguel calou-se e a Carla esperou que ele se recompusesse e lhe explicasse.
 - Queria tanto brincar com o carro de corridas!
 - E porque não brincas?
O Miguel olhou para o outro lado da sala onde o Diogo experimentava o lindo carro no chão ficando maravilhado com a velocidade que alcançava. A Carla dirigiu-se ao Diogo perguntando:
 - Porque não estás a brincar no espaço da sala que é destinado aos carros e à garagem?
O Diogo encolheu os ombros e não soube responder. Sabia que tinha feito uma ação menos boa. Tinha arrancado das mãos do Miguel o carrinho com que este brincava no espaço da garagem. Carla, a educadora, percebeu o que se estava a passar, mas esperou pacientemente que o Diogo fosse sincero e lhe explicasse o que acontecera com Miguel que continuava triste.
 - Vais brincar para a garagem Diogo. E vê o que tem o Miguel.Ele parece muito sentido.
O Diogo dirigiu-se ao amigo Miguel e entregou-lhe o carro vermelho dizendo:
 - Tens aqui o carro. Desculpa ter-te tirado. Podemos brincar os dois com ele?
- Está bem. – Disse o Miguel.
 - Olha, vou buscar aquele carro verde que também é muito giro e fazemos uma corrida. Pode ser? – Afirmou o Diogo.
 O Miguel ficou muito feliz com a decisão do amigo e a Carla satisfeita pelos dois amigos terem arranjado uma solução para a questão da partilha de brinquedos. As regras da sala são importantes porque nos ajudam a respeitar os outros meninos que também gostam de brincar. O Diogo vai crescendo a saber dar importância ao espaço que é de todos. Tomou consciência que correr pela sala pode magoar sem querer e partilhar os materiais é uma atitude muito bonita.
 Cada recanto da sala é um lugar mágico para brincar. Na cozinha podemos fazer bolos. No tapete e zona dos livros podemos aprender histórias muito divertidas e interessantes. Na casinha podemos imaginar que somos donos de um castelo de príncipes e princesas encantados.
A Carla, a educadora teve então uma ideia.
 - Que tal se desenharem os vários espaços que a nossa sala tem para brincar?
Então todos se sentaram nas mesas e puseram mãos ao trabalho, muito divertidos e alegres.



PLANO DE DISCUSSÃO:

PARA QUE SERVEM AS REGRAS DA SALA?

- Para se cumprir. Porque se andamos a correr podemos magoar.

- Não gritar nem bater.

- Para respeitar os amigos.

- Respeitar os cantos da sala.

- Devemos arrumar os brinquedos.

- Servem para os amigos não se magoarem

- Devemos respeitar as professoras fazendo o que elas mandam.

- Para fazer trabalhos sobre temas.

- Tem de se esperar que os amigos acabem de brincar.

- Respeitar os adultos

- Em filosofia temos que estar em silêncio para saber ouvir.

- Saber falar.

- Ouvir as histórias em silêncio.


O QUE É PARTILHAR?

- É não tirar os brinquedos aos outros meninos.

- É sermos bons uns para os outros.

- É saber emprestar.